Meteorologia

Onda de calor varre o país pelo 11º dia. Incêndios disparam

15 abr, 2011

A situação deve mudar a partir de segunda-feira. A próxima semana vai ser de chuva e de temperaturas bastante mais baixas do que as que se têm sentido. Calor já provocou mais de 800 incêndios.
O interior do país, de Bragança até Beja, está a atravessar uma onda de calor que já vai no 11º dia. Como consequência, as altas temperaturas já provocaram vários incêndios: nas primeiras duas semanas de Abril, registaram-se 855 fogos e o dia de hoje não está a fugir à média. 

Esta sexta-feira já se registaram 37 incêndios. O mais grave deflagra na Várzea, em Santa Maria da Feira, onde estão empenhados 45 bombeiros, apoiados por 13 viaturas. 

Na base do calor, que já originou vários fogos, está um fenómeno meteorológico que afecta o país desde o início do mês. O Instituto de Meteorologia esclarece que as regiões do interior estão, desde 4 de Abril, a sofrer a influência de uma corrente de Leste que transporta ar quente e seco.

“Têm-se registado temperaturas muito altas, em muitas estações superiores a 30 graus”, explica a meteorologista Sandra Cabrinha. A temperatura mais alta foi registada em Pinhão, com 34.6 graus centígrados.

Algarve de fora
A onda de calor também está a afectar outras zonas, deixando de lado apenas o Algarve. Todas as regiões do Norte, Trás-os-Montes e Beira Interior também estão a sofrer os efeitos das altas temperaturas. Mais para o Sul, registaram-se temperaturas acima da média sazonal nas zonas de Alcácer do Sal e Beja.

A meteorologista Sandra Cabrinha afirma que, pelos menos até amanhã, sábado, as temperaturas vão manter-se elevadas, uma situação que vai mudar a partir de segunda-feira. A próxima semana vai ser de chuva e de temperaturas bastante mais baixas do que as que se têm sentido. Esta alteração deverá reduzir o número de incêndios que se têm registado diariamente. 

Porque o tempo está bom para banhos, a Marinha lançou um alerta aos potenciais banhistas. As praias não estão vigiadas e a temperatura da água do mar está ainda muito fria, "por isso pede-se cuidado com os choques térmicos".

Durante esta Primavera quente, a Marinha apela aos banhistas para que assumam uma cultura de segurança.